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Limpeza de pele: o tratamento que extermina cravos e milium

Perguntas frequentes

A dermatologista Mônica Fiszbaum conta que algumas dúvidas já se tornaram cativas no consultório e continuam em pauta entre homens e mulheres que procuram orientação profissional antes de entregar o rosto para ser renovado. Veja quais são elas:

Todo mundo deve fazer limpeza de pele?

Não. Pacientes com a pele cheia de espinhas amareladas devem evitar o procedimento. Nessa situação, a infecção pode se disseminar e o tratamento, em vez de ajudar, vai comprometer a saúde cutânea. Nessas situações, o melhor é fazer um tratamento com o dermatologista, esperar as espinhas sumirem e, aí sim, incluir a limpeza na rotina.

Posso fazer limpeza quando estiver bronzeada?

Não é recomendado. Após a exposição prolongada ao sol, a melanina (substância responsável pelo escurecimento da pele) está em plena atividade. Portanto, o contato com alguma substância mais agressiva pode provocar o aparecimento de manchas que vão ficar ainda mais evidentes quando o bronzeado sumir.

Depois de fazer a limpeza, é permitido tomar sol?

Em excesso, não. Saindo da clínica, fique 48 horas sem se expor ao sol. Além disso, aplique filtro solar. Cosméticos que tenham ácidos na composição também estão proibidos. Nesse período a pele está sensível demais e eles podem causar manchas. A mesma recomendação vale para o cremes oleosos, que podem entupir os poros.

Grávidas podem fazer limpeza de pele?

A não ser que a futura mamãe já tenha o hábito incluído no cotidiano, melhor evitar. Mas a explicação para isso tem fundo emocional: os médicos preferem proteger a paciente de qualquer tratamento que possa causar dores ou estresse.

É possível prevenir cravos?

Evitar os pontinhos pretos que insistem em marcar seu rosto é praticamente impossível, afinal não dá para frear a oleosidade natural da pele e, menos ainda, protegê-lo da poluição, os dois fatores que desencadeiam o surgimentos dos cravos. Mas não é por isso que você precisa passar o tempo todo com o rosto prejudicado. Alguns cuidados caseiros são suficientes para remover os pontinhos ainda que, a longo prazo, não substituam uma limpeza de pele. Tônicos e produtos adstringentes oferecem ótimos resultados, assim como sabonetes de ação profunda. Só tome cuidado para não usar produtos inadequados para o seu tipo de pele. Eles podem ressecar demais o rosto, levando o organismo a produzir ainda mais sebo e, consequentemente, favorecendo o aparecimento dos cravos e até de espinhas. No caso das mulheres, dormir maquiada também é fatal: os cosméticos entopem os poros, e o rosto rapidamente enche-se de pontos pretos.

Peeling ou limpeza de pele?

O peeling é um procedimento que pode ser utilizado para o tratamento de acne e controle da oleosidade da pele, mas é completamente diferente da limpeza de pele. O peeling químico consiste na aplicação tópica de determinadas substâncias químicas capazes de provocar reações que vão desde uma leve descamação até remoção da pele em diferentes graus. Isso significa que haverá descamação e troca da pele. Nestes procedimentos, podem ser utilizados diversos tipos de ácidos de acordo com o resultado que se deseja obter e com a profundidade que se deseja atingir.

O peeling deve ser indicado e realizados pelo médico. Somente o especialista é capaz de escolher o melhor produto na concentração adequada e também dominar os efeitos colaterais que possam estar envolvidos. Mesmo no caso dos peelings superficiais é importante avaliar a capacidade de resposta e a cicatrização da pele, além das relações custo – benefício do procedimento em questão.

Fontes consultadas: minhavida.com.br
Dermatologista Carolina Marçon (CRM: 113379), membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Dermatologista Mônica Fiszbaum (CRM: 53.387), membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.